terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mesmo sem um motivo aparente¹

Mesmo com o céu cinza
Mesmo com dor de barriga
Mesmo sem um motivo aparente.
Acordei tão bem! Lembrei que a primeira vez que escrevi aqui eram em épocas natalinas. Lembrei da chuva no final do ano. Lembrei de um dia parecido com hoje.
Mesmo sem um motivo aparente.
Percebi que alguns cabelos brancos a mais aparentam dar credibilidade às pessoas. Por isso, espero que acreditem mais em mim, porque meus cabelos brancos não param de surgir. Eu ainda insisto em arrancá-los, mesmo com a pavorosa lenda de que nascem mais três no lugar.
É muita audácia da minha parte completar essas linhas, gastar o tempo dos meus leitores sem ter algo previamente planejado para escrever.
Ainda sou ingênua o bastante ao ponto de querer passar para o papel o cheiro da terra molhada, o som dos chuviscos no telhado.
Voltei a escrever , porque senti saudades de rabiscar o sol, sentir que de alguma forma fiz parte do dia de alguém. Pois é assim que me sinto quando leio os escritos dos meus colegas: fazendo parte de um mundo. Mesmo sem um motivo aparente.




¹ Coloquei esse título para a postagem depois que percebi o número de vezes que repeti essa expressão no texto. Método para contornar a minha falta de habilidade gramatical.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tom

Mais uma vez saí de casa atrasada e perdi o ônibus. Estou aqui sentada na parada me vendo obrigada a pensar na vida.
Acho que a gente perde dom quando deixa de achar novidade nos pequenos desencontros da vida. Quando uma fuga da rotina passa a não ter importância, ou até mesmo as coisas importantes não são dignas de serem contadas.
A gente perde o dom quando pensamos sempre o mesmo pensamento, ou quando só reproduzimos o pensamento de outrem. Acho que perdemos o dom quando deixamos de ser criança, no pior sentido da palavra.
Acho que não perdemos o dom, mas sim o tom; quando saímos do nosso ritmo natural, tentando alcançar notas maiores do que nossa garganta consegue suportar.
Sem saber exatamente o quê, alguma coisa desanda, desafina, desalinha. E as vezes precisamos parar, reaprender a respirar e começar uma nova canção...





Dedicada àquela pessoa que percebeu minha desafinação,
espero que você também encontre seu tom.

domingo, 21 de agosto de 2011

Pensamento

Ao soltar meus lábios ele me olhava com aqueles olhos devoradores, olhos que despiam, olhos que só queriam estar fechados...
Pensei na eternidade em apenas um segundo, num segundo beijo...
E depois que essa sensação passa, percebo que as borboletas no estômago eram apenas fome.
Percebo que para se ter um fim, basta apenas ter um começo. Que a presença nos faz ter medo de ficar sós. E ter medo de ficar só significa ter medo de conviver consigo mesmo.
Que o amor derruba e constrói preconceitos e que é preciso se privar de todas as vaidades para se viver um grande amor...
Verdades machucam e só 'mentiras sinceras me interessam'...
Quero saber com quantos passos se faz uma longa caminhada?
Qual o preço do silêncio, a quantia da amargura, o valor da decisão?
Queria, apenas, ter olhos devoradores,
olhos que despem,
olhos que só querem estar fechados...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um tempo

"Fazia muito tempo que eu não parava para olhar o céu, vejo que ele não mudou, mas minha pimenteira, como cresceu!"

O que me falta hoje é tempo. Tempo que disputo entre responsabilidades e pessoas queridas. Como achar prioridades entre as coisas da vida e as do coração?
E as palavras? Elas não aceitam serem deixadas como segundo plano e não chegam perto de quem não lhes dará o esmero necessário.
E nesse tempo que estive longe? Plantei algumas flores pelo mundo. Cantei com os amigos, cuidei da minha pimenteira e aprendi a fazer arroz soltinho.
Precisei estar longe daqui porque existem amores que precisam mais de abraços que palavras (a recíproca é verdadeira).
Estar longe sim, porque a distância ajuda a nos apaixonarmos mais uma vez.
Precisamos descobrir sabores que ainda não conhecemos.
Precisamos mudar o jeito de olhar.
É que as vezes é preciso se perder, pra poder se encontrar.¹


¹ Meu melhor clichê.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Príncipe

video

terça-feira, 7 de junho de 2011

Princesa

video

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Fim

Eu que te ensinei a ter amor próprio, desejaria, agora, que você se humilhasse por mim, por nós dois. Desejaria que você fizesse promessas sem cabimento, impensadas, incumpríveis.
Eu que enxuguei tuas lágrimas, queria que você chorrasse, não de dor, mas de saudade.
Queria não ter te beijado na despedida, para não ter criado nenhum tipo de esperança. Queria não ter feito planos juntos, queria sentir a decepção toda sozinha.
Queria sentir toda dor, forte e de uma vez, para ver se assim ela some mais depressa. Queria chorar rios, para não ter mais lágrimas quando te reencontrar.
Queria, verbo conjugado no tempo certo, o meu fututo do pretérito...aquilo que poderia ter acontecido, mas não aconteceu.
Porque pretérito não é lugar de ação, apenas de memórias. O que tinha de ser feito já foi. E só.
Cabe agora conjugar o verbo amar, no singular, em primeira pessoa.
Ou simplesmente parar por um instante de conjugar verbos, de transformar histórias tristes em contos de saudade. Parar de rabiscar a vida e resolver passá-la a limpo.



"Hoje sei o que é viver na ausência de Sol"

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Epitáfios

Estou viva, certo?
Sem dar notícias por algumas semanas, mas viva.
Estar andando, respirando, comendo é estar viva? Então estou...
Mas, hoje, os meus sonhos falam por mim. Eles me levantam pela manhã, me fazem estar acordada tarde da noite. Esse é o papel dos sonhos, esse é o papel da frase ' o que você quer ser quando crescer', mesmo que não se saiba ao certo o que responder. Sonhos é aquilo que nos impulsiona para aquilo que chamam de futuro. Ao contrario do que muitos pensam, sonhos é aquilo que nos acompanha quando estamos de olhos bem abertos, com pensamento firme e os pés no chão.
Descobre teu sonho. Descobre a ti mesmo. Veja espelhos descabelados por acreditar em ...
sonhos (?) e em você. Porque o sonho alimenta a vida. Viver sem sonhar é apenas existir. É fazer de seu nome um próprio epitáfio...



Sonhos? Vende-se alguns!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Clichê II

Sempre trabalhos atrasados, sempre tão ocupado, sempre tão cheio de desculpas. E sua vida segue assim: sendo empurrada pela barriga que a cada dia aumenta por conta do seu sedentarismo.
Espera sentado algo de surpreendente acontecer; como se um amor fosse bater na porta de casa ou o emprego dos seus sonhos fosse surgir de um telefonema repentino.
Faz sempre tudo errado, achando que na próxima segunda-feira tudo vai ser diferente, até parece que um dia da semana vai mudá-lo de dentro para fora. Não vive... existe. Não sorri... mostra os dentes. E como ele há milhares assim, que marcham em rumo ao nada.
O problema de semear a solidão não é de ela nos vir bater na porta quando a convidamos, mas quando ela nos é imposta. Nos afastamos das pessoas e achamos que a nossa volta será do mesmo jeito da partida.
O mundo segue sem nós. As pessoas se adequam a nossa ausência. O espaço é preenchido. Nada justifica nos afastarmos das pessoas queridas. Nada justifica o dissabor pela vida.
A vida é uma oportunidade... Aproveite-a!


"Felicidade é a certeza que as nossas vidas não estão se passando inutilmente." (Érico Veríssimo)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Trabalho de Faculdade

Essa postagem é um pedido que me fizeram... Comentei com um ou dois amigos alguns dos meus trabalhos de faculdade um tanto polêmicos, eles ficaram curiosos e ai vai um dos meus trabalhos.

"Cansei! Cansei de rebuscar palavras para explicar algo que nem eu mesma conseguia entender. Resolvi deixar de lado o rigor da dissertação e escrever assim, como escrevo agora; sem o esmero nas palavras, sem pudor, sem pretensão de afirmar o que aprendi, minha missão aqui é o simples ato de me comunicar.

“Vamos ler Foucault”. Enchi meu peito de empolgação: o nome é francês, é bonito, deve ser interessante. Porém o nome Microfísica me fez arrepiar, remetendo-me às aulas de cálculo nas terças e quintas à noite. Sei que o nome do livro não tem nada a ver com isso, porém me veio tal lembrança.

Posso estar sendo equivocada, mas ouvi em algum lugar que Foucault escreve sobre o poder, nas suas mais diversas formas, na sua microestrutura. Mas como explicar essa característica presente nos três primeiros capítulos do livro? Não sei..."


Dei continuidade, e o trabalho ficou lindo.

P.s- Passei na disciplina

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Selo II



Mais um selinho! Denominado de "Stylish Blogger Award". Eu não tenho a menor noção do que isso quer dizer, mas deve ser coisa boa né?
Regras: Deve-se escrever 7 coisas sobre você e depois indicar mais 15 blog's. Como minhas indicações vocês já conhecem, indicarei apenas 7 blog's ainda não divulgados aqui. Lembrem-se de avisar os indicados sobre o selo recebido.

Sobre mim:
1- Sigo a seguinte filosofia: Comer dá sono e dormir dá fome. Estou sempre cansada e comendo.
2- Detesto pentear o cabelo, ele cai tanto que ainda acho que fico careca.
3- Amo doces; mamão com côco, ameixa, doce de leite com chocolate e pão. Por ai vai...
4- Detesto gente burra por opção. Acho inteligência e bom humor afrodisíacos.
5- Quem canta seus males espanta! Canto tão mal que espanto os males, pessoas, passarinhos, amigos, etc.
6- Penso em me casar! Quando o Bel Marques morrer.
7- Gosto de escrever! Apesar de não fazê-lo com nobreza. Gosto quando as pessoas me retribuem com carinho e se identificam com os meus rabiscos, que a chuva não há de apagar.


Indicações:


quarta-feira, 23 de março de 2011

Deusa da Anunciação

Era fim de festa. Elas estavam sentadas na beira da calçada em frente ao restaurante. Pareciam estar de ressaca, mesmo sem ter colocado uma gota de álcool na boca. Era só cansaço, apenas isso. Festa agitada, farta, elas dançaram muito e agora estavam ali sentadas, depois que todos os convidados se foram.

Cabeças encostadas uma no ombro da outra. Seus olhos fitavam o céu que estava pouco estrelado, escondido por nuvens de chuva que se formavam. Como de esperado, começou a chover. Pingos fraquinhos, engolidos pelas três moças que colocavam as línguas de fora, tentando descobrir o sabor que a chuva tem.

Atrás delas aquele vão vazio, outrora lotado de bem quistos e conhecidos. Juntas concluíram: No final, sempre restam nós três...

Eram três meninas-moças, sem a menor noção do que quer dizer ‘sempre’, mas lá no fundo a certeza de que aquela cena seria freqüente e a incerteza de que aquele momento seria eterno, e foi. É relembrado cada vez que elas se encontram sozinhas, ao redor de uma árvore com seus nomes encravados, olhando estrelas, apelidando constelações, tentando achar narizes no escuro.

Quatro anos se passaram depois daquela longa noite... E hoje minha imaginação ganha mais um ano de vida. Te moldei, te mudei, tu me mudaste e me confundiste e já não sei onde termino e tu começas. Vidas entrelaçadas impreterivelmente pelos gostos tão comuns que mesmo sem te conhecer, tu estarias em mim. És a loucura, linha tênue que separa razão e emoção. Sempre dissemos que és nosso equilíbrio. És bem mais. Um heterônimo que deu certo, és as cores, a deusa da anunciação, a dona do sorriso mais encantador, detentora do conselho mais fraternal.

Apenas juntas podemos ser constelação, uma história gostosa de ler. Podemos ser Marias, três Marias que formam um coração. Mais do que nunca acredito na nossa promessa infante de que no final SEMPRE restará nós três...

Parabéns Íris, SEMPRE irei te amar.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Nossa Missão

Batem os tambores de macumba. Uma roda é feita, todos vestidos de branco e é bem isso que queremos...um pouco de paz. Entoam-se os cantos daqueles que já passaram por aqui. Ensinam-nos a ter força e resignação nessa terra tão sofrida. Mas nosso canto não é de tristeza não, é de alegria por ter passado por tantas coisas e ter encontrado a luz. A luz que chamamos Olorum. Para outros Deus, Alá, Buda. E não importa denominações. Qualquer um que tenha a coragem de vestir a camisa do bem e tentar se melhorar merece um pouco de respeito e , por que não, admiração.

E na terra de brasilis onde "não há preconceito" ainda tem tanta gente que vê algo de errado nas diferenças, mas nos dias de hoje, quem não é diferente?
Já reparaste como o mar é o mesmo, mas em cada parte do planeta ele tem uma cor diferente? Em tudo há uma razão de existir. As diferenças não se anulam. Assim me disse um velho sábio.

Deus nos pôs no mundo para aprendermos e evoluirmos, independente do caminho. Ele não nos cobra grandes feitos, Ele só quer que aprendamos a lidar uns com os outros em paz.

Essa é a minha verdade, qual é a sua?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Narrador

- Que monstro eu criei? Indagou a moça


Eram tantos minhas, meus, eu... E a vida dele passava a ser o primeiro lugar, até mesmo da vida dela. Mas como cobrar cuidados de alguém sem lhe dar esperanças? E a moça mostra seu romance num monólogo. E o moço conta sua história, onde o amor é apenas figurante. E o narrador observa tudo, tentando ser neutro. Às vezes toma partido pela moça, as vezes pelo moço, as vezes tem pena de si mesmo.

Por ser narrador onisciente, o único capaz de ler esses corações tão confusos...

Ela: Fez com que ele criasse auto-estima.

Ele: Queria amá-la com todas as forças, mas assim como ela o ensinara, parecia que ela amava-se mais do que qualquer coisa.

Ela: Sente-se culpada, porque se apaixonou.

Ele: Quer o futuro e ela, juntos numa cajadada só.

Eu, narrador, contando uma história sem vilões. Mostrando essa eterna montanha russa afetiva. Onde a presença física faz contentar o que fugiu pela janela. O sentimento de posse, de quem não possui. O que a sociedade vê, e o que as quatro paredes escondem. O rosto angelical de atitudes vil, e o diabo que chora, sente e ama...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Clichê

Hoje meu dia amanheceu com cores. Vi através dos vitrais da minha janela. Essas cores eram os lençóis, com cheirinho de amaciante, que minha mãe estendia no varal. É tão bom ver o sol depois dos dias cinza da Capital. Eu costumava adorar tempo chuvoso, isso na época em que eu estava de férias, que eu ficava debaixo de uma coberta assistindo desenho. Para quem tem necessidade de sair cedo para trabalhar não vê graça em dia de chuva. Para quem tem uma casa para zelar, chuva é sinônimo de empecilho: as roupas nunca secam direito, as limpas ficam com cheiro de mofo e sempre faz lama na porta da sala. Cheguei à conclusão que chuva não é bom para quem tem responsabilidades, só para aqueles que têm a dádiva do tempo livre para aproveitá-la, quem sabe até tomar um banho. Dizem que limpa a alma e dá resfriado. Prefiro meu bom e amado Sol, aprendi a apreciá-lo por ser antônimo de chuva.

Hoje meu dia amanheceu com cores, apesar de não ter visto Iris faz tempo. É bom ter caído doente para lembrar o privilégio que é estar saudável. Ver cinza para lembrar das cores, emagrecer e depois lembrar sabores, cheiros, beijos... Infelizmente somos humanos ao ponto de precisar sentir falta para reconhecer. Seria mais fácil se fossemos gratos por tudo, mas talvez perderíamos a vontade de querer mais. Perdida nesses pensamentos, só reafirmo o meu clichê que é preciso se perder para poder se encontrar.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Febre

Quando estou assim, tudo que toco é gelado, enquanto minha pele ferve e minha cabeça gira. Faço valer aquela expressão: quando o corpo enfraquece a alma fortalece. Penso nos momentos de saúde mal aproveitados, em que tinha força suficiente e nem um pouco de vontade. E agora como estou, cheia de vontade e me faltando as forças...
Há um ano atrás postava aqui as minhas insônias, pedindo a todos um remédio para dormir. Agora rogo para continuar acordada, tenho medo de fechar os olhos. Minhas unhas, o símbolo da minha ostentação, já foram para o lixo, junto com os restos do meu cabelo comprido, porque nesse momento não há vaidade que dê jeito. Afinal, qual é a linha que separa amor próprio de narcisismo? Nunca vi quem saiba reconhecer seus valores que não seja confundido com esnobe. Temos sempre de viver com a falsa modéstia, com o falso sorriso, com os falsos valores. Enquanto isso Narciso bate palmas para o estereótipo de perfeição do século vinte e um. Enquanto isso não sabemos o significado da frase: Ama o próximo como a ti mesmo. Enquanto isso não sabemos se nos amamos, que dirá ao próximo. Sem sabermos se pagamos uma plástica para vermos todos felizes. Literalmente de sorrisos esticados. Ou se devemos doar uma palavra e o mínimo de respeito. Quando teoricamente também deveríamos respeitar ao próximo tanto quanto nos respeitamos. Respeito das idéias, da opção sexual, da profissão. Enquanto respeitamos nosso corpo, nossa moral, nossos sonhos...
Qual a linha que separa o amor do respeito? Respeito sem amor existe?
Não sei, mas amor sem respeito, creio que não.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Teu melhor Poema

O teu melhor poema é aquele silencioso, que tu declamas quando me beija
O teu melhor poema é aquele olhar, que sempre parece me dizer alguma coisa.
O teu melhor poema é a aceitação dos meus defeitos e o reconhecimento das minhas qualidades
O teu melhor poema é aquela oração antes de dormir, pedindo a Deus que eu seja a última da sua vida.
Não, amor, não quero melhor poema.







Para meu Poeta,
cujas melhores palavras são ditas
no silêncio.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Selo de qualidade


Recebi esse selo de três deuses gregos! Agradeço demais a recomendação. Gosto muito da intenção desses selos, adoro fazer indicação dos blogs que leio. E como primeira regra, vou fazer minhas 15 recomendações:


2ª Regra do selo: Responder as perguntas

-Nome: Tamyle Ferraz (Não é Tamyres....é TamyLe mesmo!)
-Uma Música: 'Vou não, quero não, posso não' (brincando') Atualmente, todas do Djavan.
-Humor: Me irrito pouco e bem. Meu humor depende da quantidade de horas que durmo por dia.
-Uma cor: VERDE!
-Uma estação: Aqui no Ceará só tem duas! Mas dando uma de européia e levando em consideração que as plantas seguem as estações...o Outono!
-Como prefere viajar: Pergunta ambígua! Prefiro serra a praia. Mochila nas costas e muita natureza, apesar de amar a poluição da cidade. (a resposta ficou tão ambígua quanto a pergunta)
-Seriado: Dr. House
-Frase/Palavra mais dita: "Como se tivesse em minhas mãos a chave da ventura e um incerto destino desditado"
-O que achou do selo: Como disse anteriormente, adoro essa idéia de fazer indicações. Agradeço mais uma vez aos três deuses gregos!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Interior

Depois de seis longos anos retornei ao meu refúgio interiorano.
Fui à pracinha da cidade onde, antigamente, deliciava-me tomando sorvete
enquanto via as crianças andarem de bicicleta.
Hoje, fecharam-se todas as sorveterias
e no lugar delas abriram-se bares.
Oito horas da noite e nenhuma criança na rua.
Dezenas de adultos se ludibriando com falsos gozos da vida.
Enquanto isso, as crianças sonham
sem ter ouvido contos de fada antes de dormir.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Despedida

"Queria ter escrito mais coisas ao nosso respeito, mais do que lamentações.
Posso dizer o quanto gosto do teu sorrir enquanto me beija, do quanto ele parece bonito e galenteador. Gosto de carinho no cangote e pra ser sincera...gosto dos puxões de cabelo também...

Mesmo não parecendo, vejo tudo sempre com tão boas recordações. Como eu descobri o que é se sentir querida, amada, desejada. O que é poder sonhar com alguém e acordar com essa presença que contagia todo o meu dia....

É , querido, quantos poemas as tuas custas escrevi, e quantos deles só conhecera a folha de rascunho. Obrigada por realizar o meu sonho de fazer alguém feliz. De ver meu beijo ser almejado. Quero só te dizer que há bem mais que danças, lágrimas, gavetas ou fotografias. Há um relicário no coração, cheio de sensações que já foram as melhores da minha vida.
obrigada meu rapaz"